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BRASIL

LUZ E SOMBRA

Foto de N. Cotrim

Registro do interior de um convento próximo a Madri, Espanha.

Bom fim de semana a todos...

RANKING DA SEMANA

 - Só este ano, 15 pessoas morreram vítimas de balas perdidas nas favelas do Rio. Na verdade, não são as balas que estão perdidas. Perdidas estão as pessoas no meio das balas. Isso sem falar nas mortes decorrentes de assaltos e outros atos de violência, como o que ocorreu no caso de Netinho, guitarrista dos Detonautas. O pior é que não há nada sendo feito para reverter este verdadeiro estado de guerra. Dá pena ver o que está acontecendo na cidade que tem uma das mais belas paisagens do mundo. E outras grandes cidades do país infelizmente estão seguindo a mesma rota. São Paulo que o diga.


 - A produção da indústria automobilística atingiu 1,081 milhão de unidades entre janeiro e maio, resultado 6,1% acima do verificado no mesmo período de 2005. Já as exportações de veículos atingiram US$4,63 bilhões, crescendo 8,6%  nesse mesmo período de comparação, apesar das reclamações quanto à taxa de câmbio.


 - Foi descoberta mais uma quadrilha atuando na área da Saúde, assaltando os cofres públicos. Há tantas quadrilhas em operação que já está ficando difícil acompanhar os acontecimentos e até mesmo batizá-las. É o triste resultado da impunidade ampla, geral e irrestrita que assola o país, sobretudo no caso dos ladrões que paparicam e abastecem os bolsos de políticos.


 - O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,23%, abaixo da meta estabelecida de 4,5%, e o menor valor desde 1999. Isto é muito bom porque pelo menos mantém o poder de compra dos mais pobres. Foi sorte nossa o governo Lula ter mantido a política econômica do governo FHC, pois em quase todo o resto só andamos para trás.

DESGOVERNO E BADERNA

Tivemos ontem mais um grave exemplo de desrespeito às leis e às instituições. É a segunda vez, num espaço de três semanas. Em São Paulo, o crime organizado atacou os agentes da lei e a população, espalhando o pânico. Agora, em Brasília, mais de 500 marginais, liderados por Bruno Maranhão, Secretário Nacional de Movimentos Populares do PT e coordenador da ação em nome do MLST, uma facção do MST, invadiram a Câmara dos Deputados, onde as leis são feitas, e promoveram um tremendo quebra-quebra, destruindo tudo o que encontravam pela frente e ferindo pessoas. O presidente da casa, com a sua habitual incompetência, não pediu a ajuda da PM, para restabelecer a ordem, permitindo assim que o ato tivesse conseqüências mais graves, até ser controlado. Depois, os invasores foram presos, mas apenas 11 deverão permanecer detidos. Com toda certeza, nenhum deles está minimamente preocupado com isso, pois além de as leis serem frouxas, as cenas de vandalismo já estão sendo justificadas por quem devia se indignar com elas. O blá-blá-blá costumeiro já começou, e dificilmente os agressores vão pagar pelos seus crimes.

As nossas autoridades precisam acordar. Não se faz democracia desse jeito. A lei tem que impor limites. O Executivo precisa fazer com que as leis sejam cumpridas. O Legislativo precisa atualizar as leis para que elas atendam as necessidades dos nossos dias de desmedida violência. O Judiciário tem que ser eficaz e rigoroso na aplicação das leis. E todos precisam compreender que esses baderneiros não estão preocupados com a democracia. Eles querem apenas acabar com ela.

"Na crise, não existe liderança compartilhada. Quando o barco está afundando, o capitão não pode convocar uma reunião para ouvir as pessoas."

Autor: Peter Drucker

Buscar na Web "Peter Drucker"

Quando: (1909-2005)

Nascido na Áustria e naturalizado norte-americano, foi o mais reverenciado guru de administraçăo de todos os tempos.

PARA LER E MEDITAR

AZIMUTH recebeu de um de seus amigos o texto a seguir, e o está divulgando por ter muito a ver com o festival de barbaridades a que estamos todos sendo submetidos.
 
Pai trabalhador e filho estudante dentro do carro a caminho da escola:

Filho: - Pai, já que roubaram o som do carro, vamos conversar um pouco?
Pai: - Claro, filho.

Filho: - Pai, o que é inclusão social?
Pai: - Bom filho, é que muitas pessoas têm muito e outras nada  têm, a inclusão consiste em dar direitos iguais a todos.

Filho: - Ah tá, os integrantes do MST são um exemplo de excluídos, né?
Pai:-  Isso, filho.

Filho: - Pai, o que eu devo ser quando crescer?
Pai: -  Bom, primeiro escolha uma profissão que você goste, depois estude muito, mas muito mesmo, e depois trabalhe muito mais, dia e noite, só assim você será alguém na vida.

(Atrasados para a escola, o pai pára sobre a faixa de pedestres e é multado, além de ser maltratado pelo policial).

Filho: - Pai, o que houve?
Pai: - Fomos multados, filho

Filho: -  Mas por que?
Pai:-  Porque estávamos bloqueando a passagem, filho.

(Um pouco adiante o trânsito pára, a marcha do MST está passando).

Filho: - Pai, por que eles estão bloqueando nosso caminho?
Pai: -  É a marcha do MST, filho.

Filho: - Ah tá, e aqueles policiais estão multando eles, né?
Pai: -  Não filhos, estão escoltando eles.

Filho: -  Ué, mas nós estávamos bloqueando a passagem e fomos multados e maltratados, e eles estão bloqueando tudo e são escoltados?
Pai: (silêncio)

Filho: -  E o que é aquilo ali?
Pai: -  É o refeitório deles.

Filho: - Ah sei, lá eles gastam aqueles vales-refeição igual ao seu, que ganha da empresa na qual trabalha.
Pai: -  Não, filho, o governo paga a alimentação pra eles.

Filho: - Ué, e por que não paga pra você também?
Pai: (silêncio)

Filho: -  E aquela ambulância lá? Ah já sei, é por causa do plano de saúde que eles pagam, né, como você paga pra poder ter assistência médica, né?
Pai: - Não filho, eles não pagam plano de saúde.

Filho: - Ué, não entendi.
Pai: -  É o governo que está pagando essas ambulâncias que você está vendo.

Filho: - E por que você paga plano de saúde então?
Pai: (silêncio)

Filho: -  Por que a maioria deles está com rádio?
Pai: - Porque o governo doou 10.000 radinhos pra eles se comunicarem.

Filho: - Pô, e a gente sem som no carro, e você fala que precisa trabalhar pra comprar outro, vamos pedir pro governo então.
Pai: - Eles não nos dariam, filho.

Filho: - Ah, já sei. Você reclama que paga 40% de tudo que ganha pro governo, mas com certeza eles pagam muito mais, né? Eles têm todas essas regalias!
Pai: -  Não, filho, eles não pagam nada.

Filho: - Como assim!?
Pai: (pensativo, em silêncio).

Filho: - Pai, quero parar pra falar com eles.
Pai: - Não adianta filho, eles só falam através de assessor de imprensa.

Filho: - Que legal!, vamos contratar um assessor de imprensa pra nós, pai?
Pai: -  Filho, isso é muito caro, eu precisaria trabalhar o triplo do que trabalho, pra poder pagar um assessor de imprensa.

Filho: - Mas eles nem trabalham e têm?
Pai: - Mas é o governo que paga, filho.

Filho: - Pai, não foram eles que invadiram um prédio público e fizeram a maior bagunça?
Pai: - Foram sim, filho.

Filho: - E o que aconteceu com eles?
Pai: -  Nada, filho

Filho: -  E por que eu fiquei de castigo e levei uma baita bronca porque quebrei a lâmpada do poste jogando bola?
Pai: - Porque você tem que cuidar e respeitar o patrimônio público, filho.

Filho: - E eles não precisam?
Pai: (silêncio)

Filho: - Pai, vamos com eles?
Pai: - Claro que não, filho, você precisa estudar e eu preciso trabalhar.

Filho: O QUE? PODE PARAR! EU VOU COM ELES, APRENDI QUE OS EXCLUÍDOS SOMOS NÓS, QUERO MINHA INCLUSÃO JÁ !!!
(desce do carro e se junta à passeata).
Pai: (silêncio)

Faça um exercício de reflexão e imagine-se tendo que explicar essas coisas para seu filho. Você não se sente enganado, roubado e humilhado por estes políticos corruptos que nos governam?  Você já parou para pensar que nós trabalhamos +/- 4 meses por ano só pra pagar impostos??? 

VIVA A NATUREZA - Parte 1

Comemora-se em 5 de junho o DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE. Em quase todos os pontos do planeta, de alguma forma, o homem vem agredindo a natureza, esquecendo-se de que se não houver a preservação do meio ambiente, não haverá um futuro para a humanidade. Aqui no Brasil a coisa tem sido séria em conseqüência da ignorância e da impunidade. Diariamente, temos notícia de desmatamentos, queimadas, extrativismo criminoso, matança de animais, garimpos ilegais causando danos a rios e peixes, especulação imobiliária liquidando com florestas, mangues, lagoas e praias, e por aí vai. Temos um país de natureza exuberante. O mínimo que podemos fazer em benefício de nós mesmos é tomar os cuidados para não destruir uma dádiva que recebemos. Isso, é bom que se diga, não significa impedir o desenvolvimento. Ao contrário, significa preservar as condições que permitirão um desenvolvimento sustentado.

AZIMUTH convida seus amigos a ler o texto a seguir e a fazer uma reflexão sobre o tema. Todos nós temos uma responsabilidade quanto ao meio ambiente, pois é nele que vamos passar o resto dos nossos dias.

PROGRAMA DA ONU PARA O MEIO AMBIENTE

“O que ocorrer com a terra, recairá sobre os filhos da terra. Há uma ligação em tudo.”

No ano de 1854, o presidente dos Estados Unidos fez a uma tribo indígena uma proposta de compra de grande parte de suas terras, oferecendo, em contrapartida, a concessão de uma outra “reserva”. O texto da resposta do Chefe Seatle, distribuído pela ONU dentro do seu “Programa para o Meio Ambiente”, e aqui publicado na íntegra, tem sido considerado, através dos tempos, um dos mais belos e profundos pronunciamentos já feitos a respeito do meio ambiente:

"Como é que se pode comprar ou vender o céu, o calor da terra? Essa idéia nos parece estranha. Se não possuímos o frescor do ar e o brilho da água, como é possível comprá-los ou vendê-los?

Cada pedaço desta terra é sagrado para meu povo. Cada ramo brilhante de um pinheiro, cada punhado de areia das praias,  cada clareira e inseto a zumbir é sagrado na memória e experiência de meu povo. A seiva que percorre o corpo das árvores carrega consigo lembranças do homem vermelho.

Os mortos do homem branco esquecem sua terra de origem quando vão caminhar nas estrelas. Os nossos jamais esquecem esta bela terra, pois ela é a mãe do homem vermelho. Somos parte da terra e ela faz parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs; o cervo, o cavalo, a grande águia, são nossos irmãos. Os picos rochosos, as úmidas campinas, o calor do corpo do potro, e o homem – todos pertencem à mesma família. Portanto, quando o Grande Chefe em Washington manda dizer que deseja comprar nossa terra, pede muito de nós. O Grande Chefe diz que nos reservará um lugar onde possamos viver satisfeitos. Ele será nosso pai e nós seremos seus filhos. Portanto, nós vamos considerar sua oferta de comprar nossa terra. Mas isso não será fácil. Esta terra é sagrada para nós.

Essa água brilhante que escorre nos riachos e rios não é apenas água, mas o sangue de nossos antepassados. Se lhes vendermos a terra, vocês devem lembrar-se de que ela é sagrada, e devem ensinar as suas crianças que ela é sagrada e que cada reflexo nas águas límpidas dos lagos fala de acontecimentos e lembranças da vida do meu povo. O murmúrio das águas é a voz de meus ancestrais.

Os rios são nossos irmãos, saciam nossa sede. Os rios carregam nossas canoas e alimentam nossas crianças. Se lhes vendermos nossa terra, vocês devem lembrar e ensinar a seus filhos que os rios são nossos irmãos e seus também. E, portanto, vocês devem dar aos rios a bondade que dedicariam a qualquer irmão.

Sabemos que o homem branco não compreende nossos costumes. Uma porção de terra para ele, tem o mesmo significado que qualquer outra coisa, pois é um forasteiro que vem à noite e extrai da terra aquilo que necessita. A terra não é sua irmã, mas sua amiga, e quando ele a conquista, prossegue o seu caminho. Deixa para trás os túmulos de seus antepassados e não se incomoda. Rapta da terra aquilo que seria de seus filhos e não se importa. A sepultura de seu pai e os direitos de seus filhos são esquecidos. Trata sua mãe, a terra, e seu irmão, o céu, como coisas que podem ser compradas, saqueadas, vendidas como carneiros ou enfeites coloridos. Seu apetite devorará a terra, deixando somente um deserto.

Eu não sei. Nossos costumes são diferentes dos seus. A visão de suas cidades fere os olhos do homem vermelho. Talvez seja porque o homem vermelho é um selvagem e não compreenda. Não há um lugar quieto nas cidades do homem branco. Nenhum lugar onde se possa ouvir o desabrochar de folhas na primavera ou o bater das asas de um inseto. Mas talvez seja porque eu sou um selvagem e não compreendo. O ruído parece somente insultar os ouvidos. E o que resta da vida se um homem não pode ouvir o choro solitário de uma ave ou o debate dos sapos ao redor de uma lagoa, à noite? Eu sou um homem vermelho e não compreendo. O índio prefere o suave murmúrio do vento encrespando a face do lago, e o próprio vento, limpo por uma chuva diurna ou perfumado pelos pinheiros.  (continua...)

VIVA A NATUREZA - Parte 2

O ar é precioso para o homem vermelho, pois todas as coisas compartilham o mesmo sopro - o animal, a árvore, o homem, todos compartilham o mesmo sopro. Parece que o homem branco não sente o ar que respira. Como um homem agonizante há vários dias, é insensível ao mau cheiro. Mas se vendermos nossas terras ao homem branco, ele deve lembrar que o ar é precioso para nós, que o ar compartilha seu espírito com toda a vida que mantém. O vento que deu a nosso avô seu primeiro inspirar, também recebe seu último suspiro. Se lhes vendermos nossa terra, vocês devem mantê-la intacta e sagrada, como um lugar onde até mesmo o homem branco possa ir saborear o vento açucarado pelas flores dos prados.

Portanto, vamos meditar sobre sua oferta de comprar nossa terra. Se decidirmos aceitar, imporei uma condição: o homem branco deve tratar os animais desta terra como seus irmãos. Sou um selvagem e não compreendo qualquer outra forma de agir. Vi um milhar de búfalos apodrecendo na planície, abandonados pelo homem branco que os alvejou de um trem ao passar. Eu sou um selvagem e não compreendo como é que o fumegante cavalo de ferro pode ser mais importante que o búfalo, que nós sacrificamos somente para permanecer vivos.

O que é o homem sem os animais? Se todos os animais se fossem, o homem morreria de uma grande solidão de espírito. Pois o que ocorre com os animais, breve acontece com o homem. Há uma ligação em tudo.

Vocês devem ensinar às suas crianças que o solo a seus pés é a cinza de nossos avós. Para que respeitem a terra, digam a seus filhos que ela foi enriquecida com as vidas de nosso povo. Ensinem às suas crianças o que ensinamos às nossas, que a terra é nossa mãe. Tudo o que acontecer à terra, acontecerá aos filhos da terra. Se os homens cospem no solo, estão cuspindo em si mesmos. Isto sabemos: a terra não pertence ao homem: o homem pertence à terra. Isto sabemos: todas as coisas estão ligadas como o sangue une uma família. Há uma ligação em tudo. O que ocorrer com a terra, recairá sobre os filhos da terra. O homem não tramou o tecido da vida; ele é simplesmente um de seus fios. Tudo o que fizer ao tecido, fará a si mesmo.

Mesmo o homem branco, cujo Deus caminha e fala com ele de amigo para amigo, não pode estar isento do destino comum. É possível que sejamos irmãos, apesar de tudo. Veremos. De uma coisa estamos certos – e o homem branco poderá vir a descobrir um dia: nosso Deus é o mesmo Deus. Vocês podem pensar que O possuem, como desejam possuir nossa terra. Mas não é possível. Ele é o Deus do homem, e Sua compaixão é igual para o homem vermelho e para o homem branco. A terra Lhe é preciosa, e ferí-la é despertar seu Criador. Os brancos também passarão; talvez mais cedo que todas as outras tribos. Contaminem suas camas, e uma noite serão sufocados pelos próprios dejetos.

Mas quando de sua aparição, vocês brilharão intensamente, iluminados pela força do Deus que os trouxe a esta terra e por alguma razão especial lhes deu o domínio sobre a terra e sobre o homem vermelho. Esse destino é um mistério para nós, pois não compreendemos que todos os búfalos sejam exterminados, os cavalos bravios sejam domados, os recantos secretos da floresta densa sejam impregnados do cheiro de muitos homens, e  a visão dos morros obstruída por fios que falam. Onde está o arvoredo? Desapareceu. Onde está a águia? Desapareceu. É o final da vida e o início da sobrevivência." 

"A nação que destrói o seu solo, destrói-se."

Autor: Franklin Delano Roosevelt

Buscar na Web "Franklin Delano Roosevelt"

Quando: (1882-1945)

Ex-presidente dos E.U.A.


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