BRUGES

Vista de um dos canais da cidade de Bruges, Bélgica.
Bom carnaval a todos...
BRUGES

Vista de um dos canais da cidade de Bruges, Bélgica.
Bom carnaval a todos...
MAIS ÁLCOOL
Pela terceira vez esta semana, estamos abordando a questão do álcool combustível. O assunto é importante, pois não pode haver perda de confiança na normalidade do abastecimento. No passado, já houve um estrondoso fracasso neste quesito, decretando o fim do Proálcool. Hoje, as condições, como já abordamos anteriormente, são diferentes, pois os consumidores dispõem de alternativa com o uso do motor flex. Mas, devido ao consumo interno crescente e a demanda externa igualmente crescente e a preços superiores aos do mercado interno, tanto de álcool como de açúcar, há risco de desabastecimento e de forte alta de preços deste combustível no país, especialmente neste momento de entressafra. Já foram anunciadas pelo governo medidas de curto prazo para assegurar o abastecimento. É preciso coloca-las em vigência rapidamente: eliminar alíquotas de importação de álcool e impedir exportações enquanto houver risco de falta deste combustível. Com relação aos preços, o próprio mercado pode agir. O álcool só é vantajoso em relação à gasolina se o seu preço for no máximo 70% do preço desta. Nessa área, o governo pode agir reduzindo impostos, como anunciou no caso da Cide. Qualquer movimento nesse sentido será sempre positivo.
A solução realmente adequada é a expansão do setor. As perspectivas tanto para o álcool como para o açúcar são excelentes, especialmente no exterior. O Brasil já é o maior produtor e exportador mundial e a um preço extremamente competitivo. Atualmente, temos 6 milhões de hectares plantados com cana-de-açucar, área equivalente a três vezes o estado de Sergipe. Mas vai ser preciso plantar muito mais e instalar muitas novas usinas (já há previsão de instalação de 89 usinas). Além disso, é preciso continuar a investir em pesquisa para melhorar a qualidade e a produtividade da cana-de-açucar e dos processos industriais. O governo pode ajudar este setor estratégico desonerando os investimentos e cobrando melhores condições de trabalho e qualidade de vida para os trabalhadores dos canaviais.
RANKING DA SEMANA

- O Rio viveu mais uma batalha da guerra do tráfico na Favela da Rocinha. Cinco moradores e um bandido morreram e oito pessoas ficaram feridas. E a polícia não apareceu. Mais uma vez o Estado se omitiu, permitindo assim a existência de territórios sem lei, que são disputados a bala pelos traficantes, para infelicidade dos seus moradores.
- Ao realizar um show espetacular, que levou à praia de Copacabana 1,2 milhão de pessoas em absoluto clima de paz e alegria, os Rolling Stones ajudaram a mostrar ao mundo todo, que os assistia pela TV, uma imagem positiva do Rio.
- Apesar das suas negativas diárias, Lula continua em plena campanha pela sua reeleição e, para isso, gastando o seu, o meu, o nosso dinheirinho. Nessa sua labuta, acaba de inaugurar pela segunda vez o aeroporto internacional do Recife. Me engana que eu gosto.
- Está em estudos uma medida que permitirá aos empregadores abaterem da base de cálculo do Imposto de Renda os 12% que recolhem sobre o salário dos seus empregados a título de contribuição previdenciária. A medida visa estimular a formalização dos trabalhadores autônomos, especialmente a dos empregados domésticos.
- As importações brasileiras vêm crescendo mais do que as exportações. Parte disso é decorrente da grande valorização do real frente ao dólar. Parte disso, por sua vez, é conseqüência dos juros altos.
- Por 9 votos contra um, o Supremo Tribunal Federal julgou constitucional a resolução do CNJ, que determina o fim do nepotismo no Judiciário. Pena que a medida não se aplique aos demais poderes, pois temos que privilegiar o mérito e não o compadrio.
- Cientistas americanos descobriram que através do exame de ressonância magnética é possível detectar se uma pessoa está mentindo ou não. O cérebro demora mais tempo para processar quando se mente, porque a pessoa precisa conter o instinto de relatar a verdade. Esta é processada de maneira bem mais rápida. O aparelho de ressonância magnética é capaz de captar essa diferença com um mínimo de 90% de acerto. Imaginem se esse método passasse a ser utilizado nas CPIs em curso. Muquiranópolis, o lugar em que todo dia é dia 1º de abril iria fechar por falta de habitantes. Já as cadeias...
SINAL AMARELO

No Papo Firme desta semana fizemos alguns comentários sobre o álcool e a necessidade de não abalar a confiança dos consumidores quanto à disponibilidade do combustível e a viabilidade do seu preço, sob pena de os usineiros matarem a sua galinha dos ovos de ouro. E não é que pela ganância destes, a penosa parece já estar a caminho do abatedouro? Os jornais estão noticiando desde junho passado, o álcool já subiu 41% e a escalada de preços, como era fácil prever, não foi interrompida a partir do acordo entre o governo e os usineiros, assinado em 11 de janeiro. Só na última semana, o aumento foi de 1%. As explicações, como sempre, são muitas: a demanda do mercado externo, tanto de açúcar quanto de álcool, está alta e a preço superior ao interno; estamos na entressafra; quem está especulando são as distribuidoras e os postos, e por aí vai. Como a ganância não vai acabar por milagre, cabe ao governo governar e defender os interesses do país. Já foram anunciadas algumas medidas que podem ajudar, desde que efetivamente postas em prática. A primeira é a redução de 25 para 20% de álcool anidro na mistura com a gasolina. Talvez essa seja a menos recomendável das medidas que estão sendo anunciadas. As outras duas são: a eliminação da alíquota de importação de álcool e a proibição das exportações de álcool nos períodos de entressafra ou de escassez do produto no mercado interno.
Algo tem que ser feito para não se perder o grande avanço que o país conseguiu nessa área.
ESTÁ CHEGANDO A HORA

Preparem o estômago e a paciência. Está apenas começando a temporada de propaganda política. O período de dose maciça ainda vem por aí. Vamos ver políticos garotinhos, jovens, adultos e coroas acusando-se mutuamente e prometendo um país que eles mesmos não desejam, pois perderiam seu espaço. Claro que não são todos, mas sem dúvida constituem a maioria. E que maioria, para nosso infortúnio. Esse grupo vai mentir descaradamente e fazer propaganda enganosa. Vai negar veementemente seus deslizes muitas vezes famosos e de conhecimento geral, num flagrante acesso de amnésia seletiva, supondo que todos nós estamos sofrendo deste mesmo mal. Esse grupo, na verdade, vai estar à busca de poder, mordomias e benesses para si e para sua corte particular que a ser custeada com os impostos que pagamos, é claro. Enquanto isso, vamos continuar a ter diariamente notícias de pessoas morrendo por falta de atendimento em hospitais públicos, de estado de guerra nas ruas das grandes cidades por falta de uma polícia confiável, de uma infinidade de novos casos de impunidade, especialmente quando se trata de apropriação de dinheiro público, que poderia estar sendo usado para resolver os problemas que acabamos de citar. Essas notícias e muitas outras sobre tudo que vem nos afligindo há tanto tempo.
É duro ter que passar por isso. Mas é melhor que não poder escolher. Vamos torcer para que a maioria já esteja saturada dos populistas e dos enganadores e faça a escolha correta.
As próximas gerações agradecerão.
ÁLCOOL: NÃO EXAGERAR NA DOSE
Sem dúvida, o domínio da tecnologia dos biocombustíveis pelo Brasil, já começa a dar frutos. Hoje, já há estrangeiros como os donos da Google e o magnata Bill Gates estudando investimentos no país, nessa área. O próprio presidente dos EUA em recente discurso aos americanos citou o Brasil como exemplo a ser seguido e exortou os americanos a se voltar para o biocombustível. Eles consomem atualmente 2,5 milhões de barris/dia de petróleo importado.
Temos uma oportunidade histórica de ocupar um lugar privilegiado no mercado mundial de combustíveis alternativos. A produção de álcool prevista para este ano no Brasil é de 16 bilhões de litros. Além disso, pelo menos mais 89 novas usinas deverão entrar em operação no país nos próximos cinco anos, com um investimento total de US$ 10 bilhões. Há, também, grande chance de exportarmos o álcool, uma vez que a emissão de carbono em carros que usam este combustível chega a ser reduzida em até 80%. Por isso, vários países já aprovaram a mistura de álcool à gasolina.
Os esforços do Brasil nesta área começaram na década de 70, com a criação do Proálcool. Houve forte investimento em pesquisas genéticas para melhoria da cana-de-açucar e para compra de máquinas agrícolas com financiamento a juros baixos. Mas, o programa caiu no descrédito devido a uma grave crise de desabastecimento e à alta de preço do combustível.
A grande alta dos preços do petróleo acabou por tornar possível a retomada do uso do álcool. Mas, todo cuidado é pouco. Há necessidade de se evitar práticas danosas ao mercado, como a cartelização, por exemplo. O governo deve ficar atento e não permitir abusos, que já começam a acontecer. Como o preço do álcool no mercado internacional é superior ao praticado no país, os usineiros têm enorme tentação de exportar, em prejuízo para os consumidores brasileiros. O governo pode controlar essa alternativa, preservando os interesses do país, através da taxação das exportações sempre que for verificada uma subida descabida de preço no mercado interno ou se começar a haver falta do combustível. Os consumidores nacionais têm que confiar na disponibilidade do álcool a um preço que compense a substituição da gasolina, caso contrário pode haver novo e frustrante fracasso.
Felizmente, com o advento dos carros com motor flex, os consumidores não ficam mais reféns nem da Petrobrás nem dos usineiros. Essa inovação desenvolvida no Brasil foi um grande sucesso. Hoje, mais de 70% dos carros produzidos no país saem das fábricas com motor flex. Esta é uma conquista notável e tem que ser preservada. Por outro lado, o setor alcooleiro dispõe de tecnologia, aliada a condições favoráveis de clima e de área para plantio da cana-de-açucar. Os usineiros têm que continuar a perseguir novos avanços tecnológicos. A corrida pela inovação não pára. Querer aumentar seus lucros com base nos apenas nos preços é um erro lastimável. Portanto, esperamos que tenham juízo e não matem a sua galinha dos ovos de ouro.
"Depois da tempestade vem a enxurrada."
Autor: Barão de Itararé
Buscar na Web "Barão de Itararé"
Quando: (1895-1971)

Apparício Fernando de Brinkerhoff Torelly, o Barão de Itararé. Jornalista, escritor e pioneiro no humorismo político brasileiro. Leia outras Máximas e Mínimas do Barão.
Serjão Comenta do Céu
http://serjaocomentadoceu.blogspot.com/
Classificação: 

AZIMUTH recomenda uma paradinha lá no ótimo blog do meu "falecido" amigo Serjão. Vale o click!
COMPETITIVIDADE DE UMA EMPRESA
Existem somente duas maneiras de se obter vantagem competitiva: custos baixos e diferenciação. Esses dois conceitos formam a base de toda estratégia frente à concorrência.
Para desenvolver a estratégia competitiva de uma empresa é fundamental conhecer:
- a rentabilidade média do seu setor;
- a rentabilidade de cada um dos concorrentes;
- as causas da rentabilidade elevada de algum concorrente;
- até que ponto os preços são sensíveis às pressões dos consumidores.
Para apresentar um desempenho superior à média do seu setor, uma empresa precisa contar com substancial vantagem competitiva, que deve ser constantemente aprimorada. A concorrência moderna torna muito mais difícil manter uma vantagem, uma vez que as empresas se imitam mutuamente a uma velocidade cada vez maior. As empresas de sucesso, entretanto, mantêm uma posição clara e coerente, melhorando continuamente, a fim de se diferenciarem dos seus concorrentes, em vez de imitá-los.
O desempenho de uma empresa é função de determinadas forças competitivas básicas que as afetam, tais como:
- Rivalidade em relação aos concorrentes existentes. Se a rivalidade no setor for muito intensa, o potencial de lucratividade será menor.
- Ameaça de produtos ou serviços substitutos. Esse desafio não advém de um concorrente conhecido, mas, sim, de uma empresa que fabrica outro produto que tem a mesma função.
- Ameaça de novos concorrentes. Se novas empresas puderem facilmente começar a concorrer em determinado setor, a rentabilidade também será afetada.
- Poder dos clientes. Um cliente com grande poder de compra poderá forçar a redução de preços e eliminar a rentabilidade do negócio.
- Poder de negociação dos fornecedores. Da mesma forma, um fornecedor influente poderá aumentar os preços e fazer desaparecer o potencial de lucro de determinada atividade.
ENTRE ASPAS
"Enquanto as perdas e retrabalhos vão ocorrendo na sua empresa, seu concorrente que não tiver esse tipo de problema vai colocando seus produtos no mercado."
(José Guilherme Lameira Bittencourt, consultor)
"A medida do sucesso de um empreendimento não é se ele tem ou não problemas, mas sim se ele tem os mesmos problemas do ano passado."
(John Foster Dulles)
"As oportunidades estão em toda parte. A empresa tem apenas de aprender a aproveitá-las."
(C. K. Prahalad)
Os textos apresentados nesta seção são um extrato de trabalhos publicados em livros e revistas especializadas em administração.
"Em casa de saci, uma calça veste dois."
Autor: ditado popular
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