MOINHO

Moinho existente nos jardins do Palácio de Versailles, França, fotografado num dia cinza de inverno.
Bom fim de semana a todos...
MOINHO

Moinho existente nos jardins do Palácio de Versailles, França, fotografado num dia cinza de inverno.
Bom fim de semana a todos...
CONSIDERAÇÕES SOBRE OBJETIVO ESTRATÉGICO
As empresas que chegaram à liderança mundial nos últimos anos, começaram invariavelmente com ambições totalmente desproporcionais aos seus recursos e capacidades. Mas, criaram uma obsessão de vencer em todos os níveis da organização, e em seguida mantiveram acesa essa obsessão por longo tempo. Essa obsessão é o objetivo estratégico.
O objetivo estratégico, no entanto, é mais do que uma simples ambição desenfreada. O conceito também inclui a focalização da atenção das empresas na essência do que se quer conquistar, a motivação do pessoal através da divulgação da importância do objetivo, a abertura de espaço para contribuições individuais e de equipes, a manutenção do entusiasmo através do fornecimento de novas definições operacionais à medida que as circunstâncias forem se alterando e a utilização constante e coerente do objetivo para determinar a alocação de recursos.
O objetivo estratégico permanece estável através do tempo. Ele dá consistência às ações de curto prazo e, ao mesmo tempo, permite novas interpretações à medida que forem surgindo novas oportunidades. Por outro lado, estabelece um alvo que merece o esforço e o compromisso pessoais. O propósito do objetivo estratégico é buscar o futuro para incorpora-lo ao presente. O objetivo estratégico deve ser claro com respeito aos fins, flexível quanto aos meios e deixar espaço para a improvisação.
ENTRE ASPAS
"Cada administrador tem duas tarefas a desempenhar: a primeira é administrar a sua área, e a segunda é construir a empresa. Cada um precisa saber o que os outros estão fazendo. Caso contrário, a administração e a empresa perderão toda a credibilidade."
(Peter Drucker)
"Só se desenvolve organizações excepcionais quando se consegue conciliar os objetivos da empresa com os objetivos das pessoas. Nada é mais relevante e importante do que elas passarem a usar a força interior que têm, para construir e para fazer da empresa aquilo que elas gostariam que a empresa fosse."
(Oscar Motomura, professor e consultor brasileiro)
"As coisas essenciais não podem ser apenas ditas. Elas têm que ser sentidas."
(Waldez Ludwig, consultor brasileiro)
Os textos apresentados nesta seção são um extrato de trabalhos publicados em livros e revistas especializadas em administração.
ME ENGANA QUE EU GOSTO

Os parlamentares estão aprovando a redução das suas férias de 90 para 55 dias (e não 45, como inicialmente proposto por eles mesmos) em função da pressão feita pela imprensa e pela sociedade. Houve parlamentar chiando. Houve outros afirmando que o novo período de duração seria o menor do mundo para parlamentares. Não fizemos uma pesquisa que nos autorizasse a acreditar ou contestar essa afirmação. Mas, como estamos informados das práticas em Brasília, sabendo que os nossos parlamentares não costumam trabalhar nas segundas-feiras nem nas sextas-feiras, e considerando apenas um período útil de 42 semanas no ano, podemos incluir mais 84 dias de folga nessa conta, chegando a um total de 139 dias de ociosidade por ano, sem falar nos sábados, domingos e feriados. Você acha pouco?
"Malandro prevenido dorme de botina."
Autor: Stanislaw Ponte Preta
Buscar na Web "Stanislaw Ponte Preta"
Quando: (1923-1968)

Sérgio Porto ou Sérgio Marcus Rangel Porto foi um cronista, escritor, radialista e compositor brasileiro, mais conhecido por seu pseudônimo Stanislaw Ponte Preta. Começou sua carreira jornalística no final dos anos 40, atuando em publicações como as revistas "Sombra" e "Manchete" e os jornais "Última Hora", "Tribuna de Imprensa" e "Diário Carioca". Foi aí que surgiu Stanislaw (inspirado no personagem Serafim Ponte Grande de Oswald de Andrade) e suas crônicas satíricas e críticas. Também contribuiu com publicações sobre música e escreveu shows musicais para boates, além de compor a música "Samba do Crioulo Doido" para o Quarteto em Cy. Leia mais...
BOA NOTÍCIA?

O Banco Central anunciou ontem a queda da taxa básica de juros em 0,75%, ficando seu valor em 17,25%, ainda uma das maiores do mundo. A reclamação continuará sendo de que a queda poderia ter sido maior, pois é preciso acelerar essa queda para que o PIB cresça mais. Juros altos inibem os negócios internamente. Juros altos favorecem a atração de dólares para o país, fazendo com que a sua cotação caia em relação ao real e, conseqüentemente, reduzindo a competitividade das nossas exportações devido ao seu maior preço em dólares. Mas, essa mesma política econômica, iniciada em 1999, possibilitou que o endividamento externo caísse de 3,9 vezes o nível das exportações, para 0,96 vezes hoje em dia, ou seja, em 1999 precisávamos de 4 anos de exportações para pagar a dívida externa e agora a pagaríamos com 1 ano de exportação. Belo avanço, não? Em janeiro do ano passado, nossas reservas eram de 27,5 bilhões de dólares e agora são de 55,6 bilhões. Também uma boa evolução, não? Desde a instituição do câmbio flutuante, em 1999, o Brasil passou de um déficit no comércio exterior de US$ 8 bilhões para um saldo positivo de US$44 bilhões em 2005. Para 2006, está sendo previsto um saldo comercial de US$40 bilhões e um crescimento do PIB da ordem de 3,5%. Estes números poderão ser ainda melhores se o mundo continuar crescendo, se o clima de ano eleitoral não prejudicar, se o governo não fizer o seu habitual esforço para atrapalhar e se os juros caírem de forma mais acelerada.
Cabe então a pergunta: será que o crescimento do PIB de apenas 2,5% em 2005 foi exclusivamente devido ao nível atual da taxa de juros? Ou será que o resultado poderia ter sido melhor se o governo tivesse atuado com maior determinação para conseguir uma reforma tributária que reduzisse os impostos a que estamos submetidos, para flexibilizar as leis trabalhistas de forma a facilitar uma maior oferta de empregos na economia formal, para simplificar a burocracia asfixiante que tanto inibe os negócios, para melhorar a infraestrutura deficiente disponível no país, que encarece e limita o escoamento da produção, e para resolver tantos outros itens sujeitos à sua total omissão? As mesmas perguntas parecem válidas para o ano em curso.
"Não há vento favorável para aquele que não sabe para onde vai."
Autor: Séneca
Quando: (4 a.C. - 65 d.C.)
![]()
Lucius Annaeus Seneca, melhor conhecido como Séneca, o moço, ou ainda, o filósofo classificado geralmente como estoico, nasceu por volta do ano 4 a.C. em Córdova, na época pertencente ao Império Romano, e morreu em 65 d.C. em Roma. Leia mais...
FORMIGA NO DOCE

Veja o texto a seguir, constante da 1ª página do jornal O Globo, de 17/01/06:
“Depois de 31 dias de folga remunerada, o Congresso retomou as atividades sob ameaça de corte de salário. O juiz Márcio José de Aguiar, da Justiça federal do distrito Federal, determinou que os presidentes da Câmara, Aldo Rebelo, e do Senado, Renan Calheiros, deixem de pagar o subsídio aos parlamentares que faltarem à convocação extraordinária. Aldo repetiu o alerta feito pela presidência da Câmara sobre o corte no vencimento dos faltosos.”
A simples discussão em torno desse assunto deveria deixar morto de vergonha qualquer parlamentar que mereça o mínimo de respeito. Como deixar de comparecer ao trabalho auto-convocado? Como deixar de trabalhar quando se está recebendo um salário-extra para realiza-lo? Como contestar um desconto feito devido a um trabalho não realizado? Como esquecer que a auto-convocação deve custar quase R$100 milhões num país em que grande parte da população ganha R$300,00 por mês para trabalhar duro?
Em função da pressão dos jornais, revistas, rádios e TVs é que essa farra deve parar. O congresso deve aprovar por estes dias a eliminação, daqui para frente, de pagamento-extra nos casos de convocações extraordinárias e a redução das férias parlamentares de 90 para 45 dias por ano. Como os trabalhadores normais só têm 30 dias de férias por ano, o “sacrifício” dos nossos deputados e senadores não será tão grande assim. Mas já é um avanço. A pressão da mídia e de todos nós tem que continuar se quisermos que um dia o nosso país seja mais justo.
CUIDADO COM OS SOFISMAS

A propaganda política que está sendo apresentada na TV nas últimas semanas vem alardeando que o Brasil teve um dos menores crescimentos do seu PIB nas Américas, enquanto que a Argentina cresceu 9%. Trata-se de propaganda enganosa. Meia verdade é, sobretudo, meia mentira. O “crescimento” da economia do nosso vizinho é, isto sim, recuperação da enorme queda do PIB que houve por lá. A queda beirou os 30%, e nos últimos dois anos vem sendo recuperada. Mas ainda não há muitos parafusos sendo apertados em novas fábricas, razão por quê os argentinos têm reclamado tanto do Brasil no Mercosul.
Crescimento real mesmo há no Chile, embora a escala da sua economia não seja a mesma da nossa. Esse crescimento está baseado numa política de integração competitiva no mercado globalizado, na austeridade fiscal, num banco central independente, no câmbio flexível, nas reformas trabalhista e da previdência e na concentração da atuação do governo nas funções típicas do Estado – educação, saúde e segurança. Este caminho vem sendo seguido por sucessivos governos e tem dado bons frutos. Aqui no Brasil, estamos mantendo as linhas básicas de uma política econômica semelhante desde o governo FHC, também com sucesso. É o único ponto realmente positivo do atual governo. E, diga-se de passagem, com o mérito de ter tido o bom senso de enfrentar o constante torpedeamento promovido pelos seus aliados. Nossos resultados não são melhores porque, além da incompetência reinante nas demais áreas do governo, as reformas necessárias estão paradas há tempos. E o mesmo ocorre com as privatizações.
Portanto, amigo: cuidado com os sofismas. Por trás dessas conversas, está sempre um populista.
"A burrice não tem fronteiras ideológicas."
Autor: Roberto Campos
Buscar na Web "Roberto Campos"
Quando: (1917-2001)

Roberto de Oliveira Campos nasceu em Cuiabá, estado do Mato Grosso. Membro do Congresso Nacional e da Câmara dos Deputados, representando o estado do Rio de Janeiro, eleito em outubro de 1990 e reeleito em 15 de novembro de 1994. Ingressou no Serviço Diplomático Brasileiro em 1939, por concurso. Formou-se em Filosofia em 1934 e Teologia em 1937. Leia mais... Veja outra citação publicada no AZIMUTH.
O OVO OU A GALINHA?
Freqüentemente discute-se sobre se o problema do país é decorrente dos seus dirigentes, de má qualidade, ou é culpa do povo, que elege esses dirigentes. É o velho enigma: quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha. Diz-se que aqui é terra da esperteza e do mau-caratismo explícito, onde impera a má educação. Um país em que a impontualidade é um hábito, onde furar uma fila é geralmente tolerado, onde as pessoas fazem “gatos” para roubar água ou energia elétrica, onde se joga lixo nas ruas, onde as carteiras de motorista e os atestados médicos podem ser comprados, onde se “molha” a mão de um guarda de trânsito para não ser multado, onde os pedestres não respeitam as faixas para atravessar as ruas, nem são respeitados pelos carros e onde ocorre um sem número de outros exemplos do gênero.
AZIMUTH, apesar de reconhecer que esses problemas decorrentes da má educação existem e têm que ser combatidos, acredita que a maioria da população não concorda, nem pratica esses atos falhos. Quando muito, se omite, não reagindo à altura, quando assiste um caso destes, provavelmente por não confiar nas instituições a que poderia recorrer. É preciso reconhecer que grande parte dos brasileiros não tem acesso a um ensino de qualidade pelo tempo necessário para propiciar o atingimento de um novo patamar de desenvolvimento pessoal. Já dos dirigentes era lícito esperar mais, pois boa parte deles teve possibilidade de uma melhor formação escolar. Mas, infelizmente, é exatamente destes que não tem saído quase nenhuma contribuição para termos um futuro melhor.
A história apresenta inúmeros exemplos de países que deram a volta por cima, superando o atraso e proporcionando uma melhor qualidade de vida para os seus cidadãos. Nenhum deles mudou de povo. O que houve sempre foi a troca de dirigentes, para melhor. E, também sempre, forte investimento em ensino de qualidade. Este, com certeza é o nosso caminho. Temos que fugir dos populistas e dos demagogos, porque para que eles fiquem no poder é preciso que o atraso continue. Assim eles conseguem permanecer iludindo as pessoas de boa fé e em geral de baixa escolaridade, que os elegem.
"Por que repetir os erros antigos se há tantos erros novos a escolher?"
Autor: Bertrand Russel
Buscar na Web "Bertrand Russel"
Quando: (1872-1970)

Bertrand Arthur William Russell, 3o Conde Russell, foi um dos mais influentes matemáticos, filósofos e lógicos que viveram (em grande parte) no século XX. Um importante político liberal, ativista e um popularizador da filosofia. Leia mais...
Blog do S0mbr4
http://blogdos0mbr4.blogspot.com/
Classificação: 

AZIMUTH recomenda uma visita a mais este excelente blog, inspirado no personagem "Sombra" das histórias em quadrinhos. Vale o click!
"Crime does not pay! The Shadow knows!"
|
|
|||
|
|
|||
|
Os direitos autorais deste weblog estão protegidos sob uma licença do tipo Creative Commons Attribution - NonCommercial - ShareAlike 2.0 Brazil License |
|||
|
|||
|
|||