INVERNO

Registro de uma vista do Hide Park, em Londres, numa tarde de inverno.
Bom fim de semana a todos...
INVERNO

Registro de uma vista do Hide Park, em Londres, numa tarde de inverno.
Bom fim de semana a todos...
CALAMIDADE RODOVIÁRIA

Grande parte das rodovias do país está em péssimas condições de conservação, esburacadas e com deficiência de sinalização. Apesar disso, nós pagamos IPVAs exorbitantes e, adicionalmente, a CIDE, que custa R$0,28 por litro de gasolina ou R$0,07 por litro de óleo diesel. Além de colocarmos a nossa vida em risco nas estradas e freqüentemente termos prejuízos causados por danos nos nossos veículos, ainda somos brindados com discussões entre governo federal e governos estaduais quanto à responsabilidade pela manutenção das rodovias. O que rola mesmo é uma tremenda incompetência e desvio das verbas disponíveis, para atender outras finalidades nem sempre publicáveis. Agora, no ano das eleições, o governo Lula lançou a Operação Tapa-Buracos, como se fosse a grande maravilha rodoviária, atingindo 26.000km de estradas. É bom lembrar que o que se fará agora já está muito atrasado e não passa de uma obrigação das mais elementares de qualquer governo que mereça este nome.
Em contraste com o estado calamitoso das estradas federais e estaduais sob responsabilidade direta dos governos, as estradas em regime de concessão estão em muito boas condições de uso. Pode-se contestar o valor dos pedágios, mas não o acerto em privatizá-las. A privatização é um ralo a menos para escoar o dinheiro dos impostos que pagamos. O atual governo interrompeu esse processo, lamentavelmente. O melhor seria termos o máximo de estradas privatizadas, com pagamento de pedágio com valor justo (menor do que o atual), redução de IPVA e eliminação da CIDE. Assim, pagaria mais quem mais usasse as rodovias.
"Até um relógio parado está certo duas vezes por dia. Após algum tempo, pode vangloriar-se de uma série de sucessos."
Autor: Marie von Ebner-Eschenbach
Buscar na Web "Marie von Ebner-Eschenbach"
Quando: (1830-1916)
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Marie Freifrau von Ebner-Eschenbach (baronesa Marie von Ebner-Eschenbach), escritora austríaca. Com suas novelas psicológicas, ela é considerada - juntamente com Ferdinand von Saar — uma das mais importantes escritoras de língua alemã da segunda metade do século XIX.
EXPORTAÇÃO RECORDE

Foi com grande satisfação que AZIMUTH recebeu a notícia referente ao resultado das exportações no ano de 2005. Nosso blog que tem comentado uma avalanche de más notícias, tem enorme prazer em abrir espaço para comentar coisas boas a respeito do nosso país. As exportações chegaram a US$118,3 bilhões no ano passado, enquanto as importações atingiram US$73,5 bilhões, gerando um saldo comercial de US$44,8 bilhões. São os maiores valores já alcançados pelo comércio exterior, que vem crescendo de maneira espetacular nos últimos cinco anos. Em relação a 2004, o crescimento das exportações foi de 22,6%, índice do padrão dos países conhecidos como “tigres”. A previsão do ministro Furlan é de que as exportações atinjam US$132 bilhões este ano.
É preciso salientar que esses resultados foram alcançados apesar das reclamações de que o real está muito valorizado em relação às principais moedas, da queda nas exportações de carne devido aos casos de febre aftosa e das deficiências de infraestrutura do país. Vale também registrar que esse resultado só foi possível porque felizmente o governo atual manteve a política econômica vinda do governo FHC, apesar do incessante fogo amigo dos seus setores mais radicais. E, para que a economia possa crescer daqui para frente, é preciso que o rumo seja mantido. Os resultados irão aparecer com certeza.
"O sucesso só vem antes do trabalho no dicionário."
Autor: ditado popular
“O que fez de Juscelino o JK?”
http://oglobo.globo.com/jornal/colunas/gaspari.asp
Classificação: 

AZIMUTH recomenda a leitura do artigo de Elio Gaspari, publicado em O Globo de 04/01/06. Comenta sobre a sua capacidade de ser um pouco cada brasileiro e de sua característica de não falar bem do seu governo nem de si mesmo, ao contrário do que se vê nos dias atuais. Muito interessante!
QUALIDADE E PRODUTIVIDADE
Joseph Juran, um dos precursores da revolução da qualidade, salientou que a 2ª Guerra Mundial teve conseqüências profundas sobre a visão americana da qualidade. Havia necessidade de ajudar as indústrias a alcançar o padrão de qualidade exigido para os produtos militares. Foram criados e ministrados cursos gratuitos de uso de instrumentos estatísticos e de amostragem baseada na teoria das probabilidades. Os cursos tiveram efeito mínimo no esforço de guerra. Entretanto, tiveram efeitos residuais importantes, através do surgimento de especialistas em qualidade utilizando os novos conceitos e instrumentos. Nas empresas criou-se um novo setor – o de controle de qualidade. Nessa ocasião, também, foi criada a ASQC ( Sociedade Americana de Controle de Qualidade).
De longe, entretanto, o acontecimento mais importante do pós-guerra foi a revolução japonesa na qualidade, que abriu caminho para que o Japão se tornasse uma superpotência econômica. Até então, os japoneses tinham fama de produzir bens de baixa qualidade. Por meio do Keidaren (Federação Japonesa das Organizações Econômicas) e da JUSE (União dos Cientistas e Engenheiros Japoneses), as empresas passaram a atuar conjuntamente da seguinte forma:
- Enviaram equipes ao exterior para aprender com outros países a alcançar a qualidade;
- Traduziram a literatura estrangeira para o japonês;
- Convidaram dois especialistas norte-americanos – Deming e Juran – para dar conferências sobre o assunto. As palestras de Deming eram sobre métodos estatísticos e as de Juran eram sobre a gestão da qualidade.
O sucesso japonês se deveu essencialmente ao envolvimento dos gerentes e da alta administração com o tema. A reação americana logo ocorreu, com programas diversos. Algumas empresas obtiveram sucesso considerável, outras não. A variável determinante foi o grau de liderança das altas gerências.
Nos dias atuais, fica cada vez mais vital ter qualidade nos produtos e serviços oferecidos ao mercado globalizado, sobretudo porque ter qualidade significa também ter maior produtividade e, portanto, menor custo. Para se chegar à qualidade de padrão internacional, algumas mudanças devem ser feitas na gestão da qualidade:
- Toda hierarquia gerencial deve ser treinada em gestão da qualidade;
- A alta gerência deve se encarregar pessoalmente da gestão da qualidade, da mesma forma que tem feito com a gestão financeira;
- Novos indicadores devem permitir que a alta gerência acompanhe o progresso de parâmetros tais como satisfação dos consumidores, qualidade competitiva, desempenho de processos empresariais, custos da “não qualidade”, etc.;
- Os funcionários devem receber treinamento para que possam participar do planejamento do trabalho e das melhorias.
Para que o século XXI seja o “Século da Qualidade”, há pelo menos duas poderosas forças-motrizes presentes no cenário mundial: intensa competição internacional em qualidade e implacáveis do mercado consumidor.
ENTRE ASPAS
“As empresas vencedoras do Prêmio Malcolm Baldrige apresentam em comum o aumento do treinamento dos funcionários em qualidade, a redução do número de fornecedores, a diminuição dos custos relativos a garantias e o aumento da produtividade.”
(Joel D. Wisner, professor universitário americano)
“A produtividade é, sobretudo, uma questão de mentalidade. Ela resulta da insatisfação com os resultados que vêm sendo obtidos. Portanto, não depende somente da competência técnica do pessoal, mas também da capacidade do corpo gerencial da empresa.”
(QM Consultores Associados)
Os textos apresentados nesta seção são um extrato de trabalhos publicados em livros e revistas especializadas em administração.
MUQUIRANÓPOLIS - 2

Como já se sabe, Muquiranópolis é um lugar onde todo dia é dia 1º de abril. O que não foi dito ainda é que Muquiranópolis é uma cidade, uma megacidade, na qual suas diferentes áreas têm o nome de estados ou cidades do Brasil, seus dirigentes têm nomes iguais aos dos brasileiros, e por aí vai. O povo de lá tem uma fixação em nós, brasileiros. E é isso que tem atrapalhado tanto o nosso desenvolvimento. Dá até para afirmar que só atingiremos um nível de qualidade de vida de primeiro mundo se Muquiranópolis involuir até um tamanho de uma vila ou um arraial. Desaparecer do mapa é algo utópico demais para ser alcançado, mas se chegar a ficar como um arraial já ajudaria muito.
O Instituto de Pesos e Medidas de lá, equivalente ao nosso Inmetro, estabeleceu recentemente uma nova unidade para ser padrão de medida de uma prática típica da cidade: a corrupção. Trata-se de maluf. Um maluf (mf) corresponde ao desvio de US$500 milhões de dinheiro público. Seus múltiplos são o decamaluf (10 mf), o hectomaluf (100 mf) e o quilomaluf (1000 mf); seus submúltiplos são o decimaluf (0,1 mf), o centimaluf (0,01 mf) e o milimaluf (0,001 mf). Como o padrão estabelecido foi bastante grande, até agora não se conhece nenhum caso de aplicação dos múltiplos. Já no caso dos submúltiplos, há inúmeras ocorrências. O escândalo PT-Valerioduto, por exemplo, equivale a 0,2 mf, ou seja, 2 decimaluf. A parte conhecida das maracutaias do Severino está na casa dos centimalufs. O mesmo ocorre com o caso Collor-PC Farias. Mas não sejamos muito otimistas. É preciso lembrar que a criatividade usada para essa prática é muito grande, que nesse ramo não é comum se passar recibo e que a gente pode estar apenas ouvindo falar no equivalente à ponta do iceberg.
UMA QUESTÃO DE (IN)JUSTIÇA

Veja estes casos recentes de decisões da nossa Justiça:
Um juiz da Vara de Execuções Penais de Goiás concedeu a progressão de regime a Vilma Martins Costa, que está condenada a 15 anos e nove meses de cadeia pelo seqüestro de dois bebês e outros delitos. Tendo cumprido um sexto da pena, passou a ter o direito de requerer o benefício. Assim, ela passará a cumprir o restante da condenação em casa durante o dia, tendo que comparecer à cadeia apenas para pernoitar. Só para lembrar, em abril de 1979, ela seqüestrou, numa maternidade de Goiânia, uma recém-nascida que registrou como se fosse sua filha, dando à menina o nome de Roberta Jamily. Em 1986, ela repetiu a façanha em Brasília, tirando de um hospital o recém-nascido Pedrinho, que foi registrado com o nome de Oswaldo. Os advogados de Vilma querem mais: pleiteiam a prisão domiciliar sob alegação de problemas de saúde. Adicionalmente, solicitam o indulto humanitário, com a conseqüente extinção da pena, por causa do seu estado de saúde. É, mas e as famílias que sofreram a violência dos seqüestros? E as crianças, hoje já adultas, que tiveram suas vidas totalmente tumultuadas?
O outro caso é aquele cuja vítima foi o publicitário Washington Olivetto, sobre o qual transcrevo alguns trechos comentados pela revista Veja, de 28/12/05: “Ele acreditava ter superado de vez o trauma provocado pelo seqüestro do qual foi vítima há quatro anos. Na terça-feira, no entanto, uma notícia caiu como bomba em seu escritório: o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que os criminosos que o mantiveram por 53 dias em cativeiro terão o direito ao benefício conhecido como progressão de regime. Em bom português, isso significa que, após cumprir um sexto da pena – o que ocorrerá em janeiro de 2007 – eles poderão ser transferidos para o regime semi-aberto: dormirão na cadeia, mas passarão o dia em liberdade para fazer o que bem entender, inclusive planejar novos crimes. Ao tomar a decisão, o STJ ignorou solenemente a Lei dos Crimes Hediondos, que determina que, nos casos de seqüestro, os condenados devem cumprir a pena integralmente em regime fechado.
A decisão do STJ contempla quatro dos seis seqüestradores do publicitário que estão presos no Brasil, incluindo o mais perigoso deles, o terrorista chileno Mauricio Hernández Norambuena. Os outros dois criminosos devem requerer em breve o mesmo benefício. No STJ, o maior defensor da progressão de regime para os seqüestradores de Olivetto foi o ministro Nilson Naves. No voto em que apoiou a concessão da medida, ele afirma que não concorda com a Lei de Crimes Hediondos e, portanto, se exime de aplicá-la. É um espanto. Nenhum magistrado pode colocar suas convicções acima da legislação. Mesmo que um juiz não concorde com determinada lei, tem o dever de cumprí-la, afirma o professor Célio Borja, ex-ministro da Justiça e do Supremo Tribunal Federal.. O principal argumento de Naves para contrariar a lei é que uma pena mais branda poderia ajudar na ressocialização dos condenados.” Você acredita nisso?
Na verdade, é a impunidade um dos maiores problemas com que nos defrontamos. Ao baixo índice de prisão de criminosos que se verifica no país em função de incompetência e da corrupção das polícias se soma uma legislação muito liberal e cheia de brechas. E, completando este quadro danoso para o país, tem-se uma Justiça que freqüentemente age como nos exemplos acima indicados. Por isso vivemos um estado de insegurança crônico e de corrupção galopante, em que imperam os Malufs, Severinos, Delúbios e muitos outros do ramo. Para que o Brasil seja mais civilizado (no bom sentido), a faxina tem que começar por aí.
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