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BRASIL

DESPEDIDA

Meus amigos,

Após retornar da viagem realizada para comemorar quarenta anos de casado e os sessenta da minha mulher, ainda tive tempo de votar no segundo turno das eleições presidenciais. Infelizmente, o resultado foi o que todos nós sabemos. Cerca de 60% dos eleitores preferiram ignorar as barbaridades que vêm sendo cometidas ou permitidas por este governo, dando a eles mais quatro anos no poder. A meu ver, essa decisão foi lamentável, pois significa pelo menos oito anos de perda de tempo rumo ao desenvolvimento sustentado e à modernização do país.

Infelizmente, o populismo irresponsável resultou nos votos daqueles que são as vítimas permanentes desses espertalhões que se fingem de defensores dos pobres para enriquecer. É triste a gente ver a mentira e o desprezo à ética saírem vencedores com números tão consagradores. Para que se construa uma nação sadia, em que a sociedade adote valores que possibilitem a conquista de um patamar mais elevado de bem estar social, justiça e respeito às instituições, é preciso banir da vida pública políticos medíocres como os que têm se aproveitado do país ultimamente.  É preciso colocar no poder pessoas que tenham consciência de que ocupar cargos públicos não significa que elas sejam donas do país, mas sim servidoras dos cidadãos que pagaram impostos para dispor de serviços públicos de qualidade. Gente que tenha consciência de que o fornecimento da educação pelo Estado é o caminho que leva à redução das diferenças sociais e que a esmola que atualmente é concedida apenas eterniza essas diferenças.

Infelizmente, estamos longe de sentir a realização de algum esforço nessa direção, especialmente vindo de um governo que se caracteriza por se servir do poder no pior sentido que se possa imaginar e que, com isso, contribui para o descrédito nas instituições democráticas. Como conseqüência, vamos ficando para trás. Ao invés de continuarmos o processo de privatizações, ficamos contestando as privatizações feitas, apesar de todas as evidências do acerto em fazê-las. Ao invés de diminuir o tamanho e o custo do Estado, que têm contribuído decisivamente para dificultar o crescimento da nossa economia, ficamos assistindo esse governo agir para aumentá-los.

Amigos, cheguei à conclusão de que não adianta eu ficar escrevendo posts com essas opiniões, até porque a grande maioria dos seus leitores também tem esse mesmo entendimento. Resta então pedir a Deus que ilumine os nossos dirigentes para que suas ações daqui para frente não sejam tão danosas ao nosso país, para que um dia a gente possa se orgulhar de viver num país justo, onde as pessoas de bem possam se dar melhor do que os picaretas que atualmente têm um campo livre para agir. Sei que isto não vai ocorrer na minha geração. Provavelmente, também não ocorrerá durante a geração do meu filho. Mas, tomara que ocorra na geração da minha neta. De uma coisa, porém, estou certo: um dia isso vai acontecer, pois o Brasil é um país maravilhoso, que tem superado toda uma série de desmandos ao longo da maior parte da sua história e crescido, apesar de tudo.

Com esta declaração de fé no nosso país, quero me despedir dos amigos que fiz durante o tempo que editei o AZIMUTH, agradecendo a todos pelos comentários recebidos ao longo desses meses, seja quanto ao nosso tema principal – o Brasil e seus problemas , seja quanto às demais seções do blog. Quero também agradecer ao meu filho que me estimulou a criar o blog e foi o responsável pela sua apresentação visual. Acho que o período de duração do AZIMUTH foi muito proveitoso para mim por várias razões, e me deu a sensação de estar de alguma forma sendo útil à sociedade, mesmo que isso não tenha sido uma realidade.

A  vocês, muito obrigado. Estarei à disposição de todos por e-mail.

Um forte abraço.

ATÉ BREVE

Prezados amigos,

Por motivo de viagem, interromperemos temporariamente a edição de posts no AZIMUTH. Durante 48 semanas emitimos textos nos quais externamos a nossa opinião sobre os mais diversos assuntos. Nunca tivemos a pretensão de pensar que estivéssemos publicando a verdade absoluta. Fizemos, isto sim, a questão de publicar o que imaginamos ser o melhor para o nosso país. Muitos de vocês concordaram conosco. Outros contestaram. Isso nos fez avaliar melhor as nossas crenças, o que foi muito útil para nós. Gostaríamos de nos desculpar com muitos de vocês, por não ter respondido aos seus comentários. Isso ocorreu por absoluta falta de tempo, nunca por não dar o devido valor às contribuições recebidas.

Queremos deixar registrada a nossa satisfação por termos feito muitos novos amigos por meio do AZIMUTH e dizer que será um motivo de muita alegria poder estar com esses amigos ao vivo e a cores. Tomara que surjam as oportunidades!

Nosso tema principal durante todo esse tempo foi o Brasil, seus problemas e o que pensamos ser a solução para eles. A vida continua e os problemas também. Deus queira que pelo menos uma parte deles seja resolvida num futuro bem próximo, para o bem de todos, inclusive daqueles que vão votar iludidos por promessas eleitoreiras. É o nosso desejo.

Até breve, amigos. 

TRIBUTO À NATUREZA

Foto de N. Cotrim

Registro de um belo momento presenteado pela natureza, feito em Juiz de Fora, MG.

FIFI: A HISTÓRIA DE UMA CONQUISTA EM TREZE CAPÍTULOS

Fifi

Já fazia alguns meses que tia Tantan estava muito deprimida. Não se conformava com a morte do Mike, um poodle que viu nascer, filho da Natasha, e que tratava como se fosse gente. Tinha acompanhado o seu nascimento e se afeiçoara a ele como se fosse um membro da família. Sentia-se culpada pela perda, e nada do que ouvia melhorava seu estado de espírito. Até que, num certo dia, ela teve o primeiro contato com a Fifi. Fifi era também uma poodle, uma coisinha fofa, de olhos tristes e pelo macio, rabinho tosado como todo bom pedigree manda. Tia Tantan estava subindo os degraus da portaria do prédio onde ela morava, quando a viu em companhia de um menino. Naquele instante, ela teve a certeza que aquela cachorrinha ainda seria sua.

Daquele momento em diante sua vida ganhou uma nova motivação. Já havia criado o seu filho, ainda não tinha netos, mas tinha muito amor para dar. E esse amor foi direcionado para a Fifi.  Dirigiu seus esforços para conseguir ficar com a Fifi, ao mesmo tempo em que procurava dar vazão aos seus sentimentos, informando através de e-mails as suas amigas sobre a aventura em que se envolvera.

A seqüência de e-mails aqui transcrita dá conta da emoção que tomou conta da vida da tia Tantan ao longo de cerca de dois meses.

FIFI - Primeira parte

1º e-mail (06/06/02):
Queridas amigas,
Deus é muito espirituoso. Imaginem o que ele armou para mim, hoje. Desço para levar os meus sogros, a minha cunhada e o meu sobrinho até a portaria do prédio, quando me deparo com um garoto que estava com a sua cadelinha presa a uma coleira. Ao vê-la, senti que ela não estava bem. O pelo estava todo embolado, sujo e cheio de chicletes, os olhinhos cheios de remela. Vocês podem imaginar? Peguei-a no colo e vi que estava puro osso, magra, magra, magra... Conversei com o menino, chamado João Ricardo, e constatei que ela era uma sofredora. O menino tinha um distúrbio. Era hiperativo. A empregada, que estava junto dele, disse que eu nem imaginava o que ele fazia com ela. Estava mancando por causa de um chute que ele havia lhe dado. Se o menino não tivesse um problema, eu tinha dado nele, mas peguei a Fifi no colo e disse que ia dar um banho nela e escová-la. Ele nem ligou. Então, eu subi com ela e aí foi o céu. Escovei, beijei, lavei, sequei, penteei. Ela ficou linda como o Mike. Vocês podem acreditar, eu juro.
Então, foi aí que eu pensei: será que Deus está armando uma peça para mim? Não deu outra coisa. A mãe do João Ricardo chegou para apanhá-la e me perguntou se eu queria ficar com ela, pois ele nem ligava para ela, tanto que ela estava pensando em dá-la. Ficou de ver com o João Ricardo se ele ainda ia querer a Fifi.
Agora, me digam: isso não é coisa de Deus?... Eu não saí para procurar. Ela veio na minha porta. Não é incrível? Um dia eu rezei e pedi uma cadelinha abandonada para Deus. Acho que ele vai me atender. Não estou nem acreditando. Vamos esperar para ver, não é? Beijos para vocês.
Tantan

2º e-mail (14/06/02):
Queridas amigas,
Tudo bom?
Viajei para o Rio na 2ª feira sem a Fifi, mas pensando nela todo o tempo. Voltando ontem, fui procurá-la. Falei com a Teresinha, a empregada do João Ricardo, e disse que ia dar um banho na Fifi. Aí ela me disse para ver se eu ficava com ela, porque não estava agüentando vê-la apanhar tanto. Quando vai socorrê-la, o João Ricardo se tranca no quarto e ela não pode fazer nada. Disse ainda que se eu ficar com a Fifi, vai ser bom para ela. Imaginem com eu fico nessa situação. Mas, eu peguei a Fifi, dei um banho nela, a escovei, coloquei lacinho, perfume, dei comida. Ela adorou... Tirei retrato dela em cima da minha cama. Vocês não acreditam, mas ela é linda, linda, linda!!! Levei-a para passear lá embaixo. O porteiro e as faxineiras a acharam diferente. Nem parece a Fifi. Está mais linda!!! De repente, a porta do elevador se abriu, e quem apareceu? Os pais do João Ricardo. Eles olharam para mim com a Fifi e perguntaram se era a minha cachorrinha, a Natasha.. Eu fiquei tão encabulada que não sabia como dizer que era a Fifi. Aí, eu disse: “- Olha, Fifi, a mamãe chegou”. O pai do João Ricardo ficou parado, sem entender nada. A mãe, disse: “- Nossa! É a Fifi. Eu nem estava a reconhecendo, de lacinho rosa, cheirosa. Ela agora nem vai querer voltar para casa dela, não é Fifi”? Nossa! pensei. E agora? Pacheco, disse que eu vou arrumar rolo com vizinho por causa de cachorro. Mas, eu fui logo dizendo: “- Vai, sim. Não é Fifi? Você adora a sua casinha e o João Ricardo, não é?" Fifi, que não é boba, não disse nada. Só olhava e esperava que aquele rolo terminasse.
Bem, resumindo: eles saíram, pois eu disse que era a madrinha dela e que ficaria com ela para eles saírem, sempre que fosse necessário. Subi com ela, feliz da vida e com a certeza de que Deus está me aprontando alguma. Como será que esta história vai acabar? Beijos.
Tantan

3º e-mail (20/06/02):
Minhas amigas,
Olha que essa história da Fifi vai dar um livro. Hoje eu estava triste, pois ainda não tinha visto a Fifi esta semana. Notaram que eu falei “estava triste”? Olha como Deus está na jogada. Ontem, eu tentei vê-la, mas a Teresinha me disse que não podia entregá-la para mim. Pensei logo que ela tinha recebido ordem nesse sentido. Aí, eu disse: “- Não diz nada que eu vim aqui, não quero brigar com vizinho por causa de cachorro. Meu marido também me disse para eu deixar para lá, que ele me dá outra. Mas você sabe o que é paixão?"
Hoje, saí para fazer compras ao meio-dia e só voltei às 16 horas. Quando já ia entrando no elevador da garagem do prédio, apareceu a Teresinha correndo para falar comigo: “- Minha patroa disse para a senhora pegar a Fifi na hora que quiser. Por ela, a senhora ficava com a Fifi, mas o marido dela ainda está em dúvida se o João Ricardo quer ela ou não. Ela mandou perguntar se a senhora fica com a Fifi na sexta-feira, para ela poder viajar neste fim de semana”.
E aí? E agora? Estou ou não estou ganhando a Fifi? Olha, ainda tem mais. Minha mãe, quando eu entrei em casa, disse: ”- O menino trouxe a cachorrinha para você, mas eu nem abri a porta. Disse que você tinha saído”. Fiquei uma fera: “- Eu não acredito! Por que você não disse que eu estava no banho e pegou a Fifi?" Mas não faz mal. O que é do homem o bicho não come.
Bem, até. Um beijão para vocês.
Tantan

4º e-mail (28/06/02):
Oi queridas,
Como vocês sabem, continua a minha luta pela Fifi. Para adoçar a boca do João Ricardo, hoje eu fiz aquele suspiro que só eu faço e mandei para ele. Ainda não fui apanhá-la nem uma vez esta semana, mas olha como eu estou. Hoje, no café da manhã, abri a geladeira e peguei uma pastinha, que comi com pão. Quando acabei de comer, achei estranho achar outra pastinha na geladeira. Eu tinha comido o patê da Fifi. Sabe aquelas latinhas de patê de frango?... Pois é. Não acredita? Eu juro que é verdade. Fiquei com o estômago ruim o dia todo. Até me lembrei da Roberta, que comeu a ração da Natasha, lá na fazenda. Vocês se lembram?
Bem, até a próxima semana. Espero que com uma ótima notícia. Beijos.
Tantan

Continua...

FIFI - Continuação

5º e-mail (02/07/02):
Minhas queridas,
É com imenso pesar que eu inicio o quinto capítulo desta saga canina. Hoje, amigas, acho que perdi a Fifi para sempre. Cheguei da fazenda e logo liguei para saber da minha afilhada, pois, para ser simpática, passei a dizer que eu era a madrinha dela. Peguei-a para o banho semanal, mas o João Ricardo quis vir junto. Como não adianta falar com ele, eu inventei que ia tomar banho também, o que é até verdade, pois eu entro no chuveiro com ela no colo. Não demorou muito e o menino estava batendo na porta do apartamento. Minha faxineira abriu e ele, enquanto esperava, ficou correndo pela casa. Eu me tranquei no quarto e fui secar a Fifi. De vez em quando ele batia na porta: “- Abre!”
A Natasha, que também estava dentro do meu quarto, começou a latir, e quando eu abri a porta, partiu para cima dele e mordeu a sua perna. Olha, minhas amigas, não deu tempo de segurar. Ela estava na coleira, mas mesmo assim deu um pulo. Eu gritei, mas já era tarde. O menino gritava e eu e a empregada não sabíamos o quanto ele tinha ficado ferido, pois não dava para ver. Quando levantamos a sua calça, a perna sangrava. Aí, eu pensei: a Fifi já era..., Perdi a Fifi. O que eu vou dizer para a mãe desse menino? Não demorou muito e ela apareceu na porta do apartamento, chamando por ele. Acho que escutou os gritos, pois ela mora no 7º andar e eu no 6º. “- Pára de chorar. Não foi nada”, ela falava. “- Eu disse para você não descer”. E eu dizia: “- Olha, ela é vacinada. Mas me desculpe”.
Amigas, foi horrível. Vocês já passaram por isso? Um de seus filhos morder o filho do vizinho? Não? Pois eu lhes dou um conselho: nunca deixem seus filhos morderem o filho do vizinho...
Ela subiu para cuidar do filho, e eu fiquei com a Fifi no colo, mas com a certeza de que era só por poucas horas. As últimas horas.
Mais tarde, quando ela veio pegar a Fifi, eu pedi ao Pacheco para me ajudar a arrumar a situação. Como ela é muito educada, parece que ficou tudo esclarecido. Mas não sei não. O que vocês acham? Será que perdi a Fifi?
Um grande abraço.
Tantan

6º e-mail (09/07/02):
Oi galera,
Olha que lindo. É um texto de um autor que eu não me lembro e que adaptei para a Fifi. Eu não a vejo desde o dia em que a Naná mordeu o João Ricardo, de raiva. Penso que ela não está achando graça nenhuma nisso tudo, pois acho que ela quer vir para mim.

FIFI
Desejo primeiro que você viva, e que vivendo, seja amada. E se não for, não guarde mágoa.
Desejo também que tenha amigos, mesmo que maus e inconseqüentes, mas que sejam corajosos e fiéis, e que pelo menos num deles você possa confiar.
Desejo ainda que tenha inimigos e que dentre eles haja pelo menos um que seja justo.
Desejo que você seja útil, carinhosa e fiel, mas não insubstituível, e que nos maus momentos isso sirva para manter você de pé.
Desejo que seja tolerante com os que erram, que seja alegre e que descubra que a alegria diária é boa.
Desejo que você afague um gato, porque assim você se sentirá feliz.
Desejo que tenha saúde, não sinta fome nem frio e que tenha uma cama para se aninhar neste inverno.
Desejo por fim que você tenha uma família que a ame hoje, amanhã e no dia seguinte.
E quando estiverem cansados e irritados com você, ainda haja amor para recomeçar.
E, se tudo isso é sonhar, estou aqui para sonhar com você.

Gostaram? Beijos a todas vocês.
Tantan

7º e-mail (10/07/02):
Queridas amigas,
Hoje eu tive mais uma surpresa nessa história da Fifi. Me ligaram, para perguntar se eu poderia apanhá-la e cuidar dela. Ela estava toda suja, pois o João Ricardo tinha descido o morro correndo com ela e um amigo, e sumido lá embaixo, na cidade. Sua mãe pegou o carro e teve que procurá-lo. Ele e o amigo estavam brincando no mato, correndo. A Fifi estava exaurida e cheia de carrapicho, carrapato, lama... Pode?
Eu disse que já ia subir para apanhá-la. Quando a Teresinha abriu a porta, ela correu para mim. Aí, ela falou: “- A patroa disse que vai resolver isso logo, mas está achando que o João Ricardo não vai sair da sua casa e que a emenda vai ser pior que o soneto. A senhora leva a Fifi e o João Ricardo vai junto”. Eu, hein, me acontece cada uma... Ela não quer que o menino sinta falta da Fifi e fique toda hora aqui, me chateando, pois ele é muito desobediente. Eu acho que ele é apenas uma criança superativa. Sei lá. Só sei que a Fifi não pode ficar lá e ser pisada e socada.
Bem, peguei a Fifi no colo, para voltar para casa. Só que eu estava tão nervosa que em vez de descer um andar, subi um e entrei no 804, que estava com a porta aberta. Eu entrei falando com ela: “- Vamos tomar banho, escovar, lindinha da mamãe”. Quando olhei para a frente, vi que estava dentro de uma casa estranha. Surpresa, vi um armário grande e fiquei rodando e olhando. “- O que foi que aconteceu aqui?" Aí, caiu a ficha. Bati a porta e saí correndo pela escada até o 604. Minhas amigas, quando eu estou com a Fifi, não vejo nada. Só ela.
À noite, quando a mãe do João Ricardo veio buscá-la, ela estava tosada, de roupinha do Mike e borboletinha no cabelo, casaquinho xadrez de preto, branco e vermelho. Linda! Linda! Linda! Então, ela disse: “- Nossa! Ela tem que ser sua. Eu não gosto de cachorro e nunca vou fazer isso”. Na conversa fiquei sabendo que a Fifi nem tomou as vacinas. Pode? Semana que vem vou providenciar isso.
Beijos da amiga muito Tantan

8º e-mail (15/07/02):
Oi turma,
A vocês que vêm me acompanhando nesta saga canina, tenho uma ótima notícia. Depois de biscoitinhos e suspiros para lá, a Fifi veio para cá. Hoje, eu fui levar os retratos dela para o João Ricardo. Peguei-a no colo e disse que queria que ela ficasse comigo neste fim de semana. Ganhei! A mãe dele disse que podia e que ela ia ser minha mesmo, pois estava procurando uma casa, para ter um quintal para o João Ricardo e aí sim, ter um cachorro grande como ele deseja, para jogar bola com ele.
Vocês podem avaliar a minha alegria. Acho que estava escrito. E Deus está ajudando, vocês não acham? Até o Pacheco está torcendo para esta novela terminar bem e a Fifi ficar com a gente.
Ela agora está no meu colo, dormindo de barriga cheia, enquanto eu estou escrevendo para vocês. A Naná também gosta dela. Eu disse que ela não brigasse com a Fifi porque ela é muito boazinha. Parece que ela entendeu. As duas nunca brigam e, assim, pode acabar tudo bem.
Bem, minhas amigas, acho que essa história está chegando au, au, au fim.
Beijos da amiga muito Tantan

Continua...

FIFI - Final

9º e-mail (17/07/02):
Queridas amigas,
É com grande alegria que estou dormindo com a minha filhinha há 2 dias, 28 minutos e 10 segundos. Mas isso pode mudar a qualquer momento, pois se o João Ricardo sentir falta dela ele virá apanhá-la, conforme me alertou a sua mãe. E, olha só: eu concordei! Eu tenho que esperar para ver. Isso está até parecendo um jogo. Quem dá mais pela Fifi? Mas, enquanto isso não se resolve, tenho fé. Acho que Deus não ia fazer algo errado comigo e nem com ela.
Em todos os momentos ela se parece com o Mike: no modo de olhar, de andar meio tortinha, sem segurança, com medo de tudo. Quando eu sento no computador, ponho o teclado em cima da mesa do monitor e ela fica dormindo na almofadinha que coloco na bandeja do teclado.
Bem, minhas amigas. Até o próximo e-mail. Um grande beijo desta amiga velha, que não pode mais fazer bebê de proveta e fica roubando o cãozinho do vizinho. Cada maluco com sua mania, não é?
Tchau, da amiga muito, muito Tantan.

P.S.: “Sempre há um pouco de loucura no amor, porém sempre há um pouco de razão na loucura” (Friedrich Nietzsche)

10º e-mail (30/07/02):
Queridas amigas,
Estou desesperada! Olhem o que aconteceu comigo agora, neste minuto. Eu não agüento mais! O João Ricardo veio aqui, entrou, pegou a Fifi e saiu correndo com ela e o seu amiguinho Lucas, o mesmo que a levou para o mato, onde ela se encheu de carrapatos. Eu subi atrás deles gritando: “- Espera João Ricardo, me dá a Fifi. Você não quer ela. Cadê a sua mãe”? A Teresinha foi logo dizendo: “- Foi o Lucas que inventou essa história de apanhar a cachorra com a senhora. Eu não estou agüentando mais. Vou falar com a mãe dele para deixar a senhora levar ela”.
Eles se fecharam no quarto com a minha Fifi e eu falei para eles não a levarem para a rua, pois ela tinha tomado banho. Desci a escada e estou aqui no computador. Puxa, eu tinha até me esquecido do computador, pois esses dias foram só com a Fifi para cá e para lá.
Rezem pela minha Fifi, pois já se passaram quatro horas e nada dela.
Agora, vou confessar uma coisa para vocês, que me fez ficar embasbacada: quando eu abri a porta e o João Ricardo a chamou, ela esperneou para sair dos meus braços e ir para ele. Ela fez tanta festa para ele, que eu fiquei pensando... é minhas amigas, cão é cão, nunca esquece o seu dono, por pior que seja a casa e a comida, não é mesmo?
Agora, o que eu faço: deixo a Fifizinha lá ou brigo por ela? O pior é que agora ela já entrou na minha vida e eu não consigo viver sem ela. Por favor, mandem e-mails dando a sua opinião sobre este caso.
Beijos da amiga muito, muito Tantan

11º e-mail (02/08/02):
Oi turma,
Que saudade dessa cadelinha que há quase dois meses passou a fazer parte das nossas vidas. O pior é que eu sabia dos problemas que poderiam acontecer, eu pressentia. Pacheco disse que me daria outra, para eu esquecer da Fifi. Mas as caras que ela fazia quando eu a pegava, aquela bolinha de focinho preto, olhar meigo e pelo branco... Tudo nela me encantou. Conquistou também o Pacheco. De manhã o acompanhava no café, pulando para ganhar casca de pão, igualzinho à Natasha. À noite ela se encostava nele enquanto ele lia o jornal. Ficava triste quando saíamos para ir ao cinema, deixando-a sozinha com a Naná e muito alegre quando recebia os beijos e abraços na nossa volta. Era cheia de truques e dona de muita personalidade. Se gratidão tivesse cara, teria a cara da Fifi.
Dia 30, o João Ricardo veio e a levou embora. O que será de mim agora. Nascemos uma para a outra. Somos almas gêmeas, inseparáveis. Passei a acreditar na transmigração das almas, na metempsicose, nessas esquisitices todas. É... o negócio é grave.
Minhas amigas, me digam o que eu faço!
Beijos, Tantan

12º e-mail (09/08/02):
Queridas amigas,
Hoje, cheguei à conclusão de que a retardada nessa história toda sou eu. Vocês devem estar perguntando por quê e eu vou lhes dizer. João Ricardo, que eu disse ter um problema, hoje trouxe uma carta na qual ele pede em troca da minha Fifizinha nada mais nada menos do que esta lista baratinha e própria de uma criança bobinha: 1 Play Station nº 2 (segundo ele, o nº 1 está ultrapassado), os CD´s nº 1,2,3,4 e 5 do Crest, que eu não sei o que é. Será que esse Crest é disco de rock ou pasta de dente? Acho que estou enlouquecendo... E para finalizar, ele pede também um Memory Card. O que será isto? Vocês podem me dizer? Será que é um livro para a memória? Vocês que são minhas amigas, por favor me ajudem, senão eu não sei não.
Enquanto eu lia a carta, ele deixou a Fifi cair no chão, correndo o risco de quebrar o pescoço e morrer. Eu quase desmaiei e ele nem aí. Então ele entrou e se trancou no quarto da empregada com a Fifi e ficou a maltratando e eu, desorientada, batendo na porta. “- Abre! Me dá a Fifi!... Abre essa porta!... Vou chamar a sua mãe”! Quando ele abriu, minha vontade era dar nele. Peguei a Fifi e disse: “- Tá bom! Eu vou te dar o play center, o memorial do sei lá o quê, os CD´s do Zeca Pagodinho, da Xuxa, da Angélica, o que você quiser, mas não encosta a mão na Fifi nunca mais, ouviu”?
Agora que eu contei tudo para vocês, estou mais calma. Parece que ela está bem da queda. Está no meu colo e eu escrevendo. Ela adora o barulho das teclas do computador. Está roncando.
Tchau. Um beijão para vocês e obrigado por me ouvirem e pelos e-mails que me enviaram.
Da amiga muito, muito Tantan

13º e-mail (15/08/02):
Minhas queridas amigas do coração,
Negócio fechado. Final feliz, aliás felicíssimo. A Fifi é minha.
Botei o Pacheco para traduzir a proposta do João Ricardo. Como ele também não sabia do que se tratava, levou a lista para o serviço e a mostrou para o André, um estagiário recém-formado e muito bem atualizado quanto a esse tipo de novidade. Acertou em cheio. O André lhe deu todas as dicas, preços e locais onde os itens podiam ser comprados. Eu tomei o cuidado de checar com a mãe do João Ricardo se ela sabia da carta e se estava de acordo com o nosso “negócio”. Ela e o pai concordavam, mas achavam que o menino tinha exagerado no pedido. Expliquei que eu e o Pacheco estávamos de acordo e, mais do que isso, estávamos muito felizes. Depois dessa conversa, fomos às compras e a nossa família ganhou mais um membro. Custou, mas valeu.
Eu e a Fifi temos total identificação. Nós não precisamos de muita coisa. Só precisamos uma da outra.
Um enorme abraço e um beijão para vocês. Este mundo é muito lindo, não é verdade?
Da amiga cada vez mais Tantan

A GRANDE BATALHA

A imprensa publicou o discurso que o senador Jefferson Peres, candidato a vice-presidente na chapa de Cristovam Buarque fez na tribuna do Senado nesta semana, e que vale um registro especial. Peres demonstrou indignação com a possível vitória de Lula em outubro e criticou artistas que, em jantar com o presidente, disseram não se importar com a ética do PT ao declarar apoio à reeleição.

“- Como ter animação num país como esse, que tem um presidente que meses atrás era, sabidamente, conivente com os piores escândalos de corrupção e esse presidente está marchando para ser eleito, talvez no primeiro turno? Não é desinformação. Votam nele sabendo que ele sabia. Ele vai voltar porque o povo quer que ele volte. Eu me curvo à vontade popular, mas profundamente inconformado”.

“-É a declaração solene, pública, histórica do povo brasileiro de que desvios éticos de governantes não são importantes. E isso vem até da classe de intelectuais e artistas. Que episódio deplorável aquele no Rio de Janeiro. Artistas em manifestação de apoio ao presidente, com declarações cínicas, desavergonhadas. É a putrefação moral do país. O Congresso, nem se fala, já apodreceu há muito tempo. Não me candidatarei mais.”

Concordo com o senador no que diz respeito às pessoas que têm acesso às informações. É realmente desanimador vê-las fingindo não perceber toda a bandalheira que vem ocorrendo, para enriquecimento de uns ou para que outros permaneçam no poder, com recursos desviados que são  os mesmos que faltam para melhorar a qualidade dos serviços que o Estado devia prestar, sobretudo para os mais necessitados. Com relação à parcela mais pobre da população, o chamado “povo”, que efetivamente vai votar pela reeleição, acho que ela é muito mais vítima, por ser facilmente tapeada pelos políticos “espertos”, do que eticamente degradada. Na sua falta de discernimento, torna-se algoz de si mesma.

Dá para entender o desânimo do senador Jefferson Peres, mas não se pode concordar com o seu afastamento do cenário político. O Brasil precisa exatamente do esforço de quem não concorda com o nível ético vigente entre os nossos dirigentes, para que essa situação mude para melhor.

O BEM MAIS PRECIOSO

O bem mais precioso que uma nação pode ter é a confiança no futuro. Apesar do amplo potencial que temos, os políticos teimam em agir de forma a impedir que esse sentimento ganhe força e contribua para acelerar o nosso desenvolvimento.

Como ficar otimista com o futuro do país, quando o governo atual envia para o Congresso uma proposta de Orçamento para 2007 prevendo mais gastos correntes e mais impostos? Onde o presidente faz campanha pela reeleição recheando seus discursos com mentiras, se cercando de representantes do que há de pior na política e fingindo desconhecer os graves casos de corrupção envolvendo muitos membros e setores do seu governo, e ainda assim lidera as pesquisas eleitorais? Onde esse mesmo candidato não apresenta nenhuma proposta de reforma, dentre as muitas que são inadiáveis, para que o país possa crescer de forma sustentada? Onde a educação é tratada com descaso e sem nenhuma preocupação com a sua qualidade? Onde falta segurança nas cidades e nas estradas, e nada de sério é feito para combater o crime cada vez mais organizado? Onde o Congresso está infestado de políticos que não se mostram dignos da sua responsabilidade perante a nação e ainda assim vêm sendo poupados de cassação, e poderão até  se reeleger? Onde a legislação é cheia de brechas por onde escapam praticamente todos os peixes grandes que eventualmente são enquadrados pela polícia, e não se vê um movimento sério para submetê-la a um ajuste que a ajuste às atuais necessidades do país? Onde o assistencialismo substitui as medidas que deveriam ser tomadas para realmente trazer melhores condições de vida para milhões de pessoas?

Essa lista de indagações poderia crescer muito ainda. Mas isso causaria maior frustração, e não é esse o nosso objetivo. A idéia é lutar para que os incapazes percam o seu espaço na vida pública brasileira, e a única coisa que pode fazer isso acontecer é o voto consciente de todos. É difícil, mas é o jeito. É a forma que muitas outras nações aplicaram para atingir o estágio de desenvolvidas, mesmo que em algum momento das suas histórias elas tenham enfrentado uma situação como a nossa. Mas tiveram determinação e superaram as suas dificuldades. É o que também precisamos ter.

A CAMPANHA PRESIDENCIAL

A revista Veja, desta semana, apresenta um excelente artigo de André Petry intitulado “A ética do silêncio”, no qual critica a apatia da campanha eleitoral que pode levar à reeleição de Lula. Nele, o articulista diz textualmente:

“É impressionante. O presidente Lula diz que não viu nada nem sabia de nada – e o tucano Geraldo Alckmin também. Em seu programa no horário eleitoral, Alckmin não mostra nada, não informa nada, não fala nada sobre o maior escândalo de corrupção que envolveu o governo do homem cujo cargo ele espera ocupar, com a descoberta dos mensaleiros. Também não mostra, não informa nem fala nada sobre o maior escândalo de corrupção que envolveu o Congresso, com o caso dos sanguessugas. Por quê? Por que tanto silêncio? Por que tanta apatia? Seu programa eleitoral mais recente exibido na televisão até tocou no assunto. Lá pelas tantas, um locutor diz: Sanguessuga, mensalão, com Geraldo não tem disso, não. E ponto. E nada mais, nenhum diagnóstico, nenhuma reflexão. Nada.”

Mais adiante acrescenta: “Para Lula, o PT e os mensaleiros, essa indiferença chocante, esse mutismo assombroso é uma grande notícia. A turma fica prosa e nenhuma cobrança sequer ser ouve. Não são obrigados a se explicar e ainda ganham fôlego para voltar ao discurso de que tudo não passou de uma conspiração das elites.”

O jornalista tem razão. Com essa atitude, o principal oponente de Lula está facilitando a vida do candidato à reeleição. Aparentemente, a única chance de Alckmin mudar a sua estratégia equivocada é a apresentação dos resultados das várias pesquisas eleitorais que estão sendo feitas. Ontem, ao que tudo indica, isso começou a acontecer.

"A inteligência é o único meio que possuímos para dominar os nossos instintos."

Autor: Sigmund Freud

Buscar na Web "Sigmund Freud"

Quando: (1856-1939)

Imagem: Wikipédia

Neurologista austríaco e fundador da psicanálise.

SUCESSÃO DE ESCÂNDALOS

Depois dos casos dos mensaleiros, dos sanguessugas e de  vários outros menos badalados, estamos tomando conhecimento de um novo episódio deplorável envolvendo a nossa política. Osvaldo Pereira, candidato ao governo de Goiás pelo PSL, foi flagrado vendendo o tempo que o seu partido tem no horário eleitoral gratuito até o final do período relativo ao 1º turno, como mostrou com som e imagem o Fantástico de ontem. Na denúncia, o candidato, declara que é o dono do partido, pois comprou o PSL em Goiás. “Partidos emergentes a gente compra”. O valor pedido foi de R$1,3 milhão, à vista, sendo R$1,0 milhão pago em dólares e o restante em dinheiro vivo, em reais. Uma ver-go-nha! Há partidos que são meros rótulos, atrás dos quais se esconde um balcão de negócios podres. E haja podridão.

É preciso que aconteça uma ampla mudança nas práticas políticas vigentes no país, pois uma grande parte dos atores em exercício não tem o mínimo de ética e de princípios, aproveitando-se das regras vigentes. O registro de partidos devia ter critérios mais apertados, para impedir a livre atuação de picaretas. Os partidos que passassem por este crivo deviam ser co-responsáveis nos casos de falcatruas cometidas por seus membros, para que tivessem mais cuidado na escolha dos seus candidatos. Outro ponto essencial devia ser o impedimento da posse dos eleitos que estivessem respondendo a processos na Justiça, com provas claras de desvio de conduta. Nos últimos dias, a Justiça Eleitoral deu vários sinais de que pretende impugnar candidaturas de pessoas sob investigação, substituindo o princípio da presunção de inocência, que vem sendo adotado até então, pelo princípio da moralidade pública, pois sabe, assim como nós, que o nosso Judiciário é lento e as leis atuais permitem uma protelação absurda da conclusão de processos. Pretende, assim, cortar o mal pela raiz. Se essa mudança for para valer, será um grande avanço. Caso a tese da Justiça Eleitoral não prevaleça, a solução seria impedir a posse dos eleitos que estejam com processos inconclusos na Justiça. Estes, só poderiam tomar posse após a sua absolvição final. Talvez assim os processos até tenham um andamento mais rápido.

Temos a obrigação de votar conscientemente, e desta forma afastar da vida pública o bando de picaretas que vem sugando os recursos do país. Mas, complementarmente, nossas autoridades têm que promover uma profunda reforma política e uma revisão geral na legislação que tenha relação com as exigências para alguém ocupar um cargo público, pois o brasileiro honesto e trabalhador, que paga os impostos que deviam ajudar no desenvolvimento do país, merece e precisa ser mais respeitado.

CAIS DE BARCOS DE PESCA

Foto de N. Cotrim

Registro feito em La Coruña, Espanha.

Bom fim de semana a todos...

O ESPÍRITO EMPREENDEDOR

Empresa empreendedora é uma organização que tem algumas características particulares. Uma delas é saber que o seu verdadeiro negócio é o produto e o consumidor. Outra, é ser rápida e consciente de que as inovações são as suas armas contra os seus grandes concorrentes. Nessas organizações, existem pessoas que trabalham rápido e duro porque querem e não porque isto é exigido. As coisas são feitas de maneira simples e essa forma de agir é praticada o tempo todo.

Muitas companhias são fundadas por empreendedores verdadeiros, pessoas que fazem as ligações para tirar os pedidos de compra, operam os processos internos e externos, e estão sempre à frente do desenvolvimento da empresa. Depois de trinta, com a morte desses pioneiros, elas contratam administradores profissionais bem treinados para comandá-las. Só que, em geral, eles não sabem nada sobre o espírito empreendedor. Preocupam-se apenas com relatórios e planejamento. Não sabem muito sobre crescer para sobreviver. Quem de fato faz o produto e o vende ao consumidor, agindo como empreendedor não é tão valorizado. Nessa situação, as empresas ficam diante de dois problemas fundamentais: o tamanho e a mudança para uma administração moderna. Seu desafio é redescobrir o espírito emprendedor. Muitas já concluíram que só podem se tornar grandes se ficarem pequenas. Isso quer dizer que elas vão dividir-se em várias pequenas empresas, que terão o mesmo controle acionário e a mesma direção geral, mas com administrações separadas. 

Os textos apresentados nesta seção são um extrato de trabalhos publicados em livros e revistas especializadas em administração. 

VOCÊ ACREDITA?

Em discurso para empresários, o presidente Lula prometeu investir mais em infraestrutura, reduzir impostos e cortar gastos com custeio. O oposto do que vem fazendo ao longo dos últimos quatro anos. Também afirmou que criou 8 milhões de empregos, quando o próprio  Ministério do Trabalho contabiliza apenas 6,190 milhões.

Realmente, o presidente não tem muito compromisso com a verdade. Quem não se lembra de tê-lo ouvido declarando que desconhecia os malfeitos que aconteciam sob suas barbas, e que de diversas formas foram acobertados por ele? Quem não se lembra de suas afirmações de que seu governo não criou nenhuma dificuldade para a apuração da ladroagem ampla, geral e irrestrita que tomou conta da administração pública no nosso país, apesar de todas as evidências em contrário? Quem já não o viu colocar em terceiros a culpa por maus resultados setoriais ou pelos desmandos do seu governo? Uma postura como essa, de quem devia dar o exemplo de comportamento ético é muito ruim para a democracia brasileira. Infelizmente, apesar de todas as evidências de que estamos diante de alguém que não conhece limites para satisfazer a sua ambição pessoal, torcendo fatos e história de acordo com os seus interesses de auto-promoção, as pesquisas eleitorais apontam para uma possível vitória sua no primeiro turno. É triste. Muito triste.

Você acredita no que diz o candidato? E no que diz o presidente? Você compraria um carro usado dele?


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